Lição 8 – Pedro e a Rocha

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Segundo Trimestre de 2016

Tema geral do trimestre: O Evangelho de Mateus

Lição 8 – Pedro e a Rocha

Semana de 14 a 21 de maio de 2016

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Mas vós, quem dizeis que Eu sou?” (Mat. 16:15).

 

Introdução de sábado à tarde

O foco do estudo desta semana é Pedro, a sua vida, o que ele fez, como falhou, como mudou de vida e de conceitos e principalmente, seu relacionamento com JESUS e como venceu.

Havia uma questão de fundo, o cenário da realidade que JESUS e todos eles deveriam enfrentar. Era sobre a morte de JESUS. Ele veio para morrer. Deveria morrer pelos discípulos e por toda a humanidade. Esse era o objetivo da Sua vinda à Terra. Porém, o tema da morte de JESUS não era assimilado pelos discípulos. Aliás, francamente, ninguém dentre seus amigos aceitava que Ele deveria ser morto. No entanto, os seus inimigos não pensavam outra coisa, senão numa maneira de tirar-lhe a vida. O curioso é que esses inimigos foram tão desastrados que matando-O, executaram o plano de DEUS. Querendo eliminar JESUS, tornaram-No vencedor, e Salvador, se desejarem, até deles mesmos!

Aqui devemos destacar alguns pontos relevantes. Primeiro, havia um plano divino de que JESUS deveria morrer pela humanidade. Em razão desse plano que Ele veio à Terra. O objetivo era criar condições para salvar todos os seres humanos. Como no reino de DEUS as criaturas são livres, tem o livre arbítrio, só se salva, evidentemente, quem tem esse desejo, e demonstra pela sua vida. Quem nos salva da morte eterna é JESUS, porém, quem decide por ser salvo somos nós.

O segundo ponto é: porque afinal, JESUS deveria morrer para salvar as pessoas? É vital que saibamos a razão dEle ter de morrer por nós, para que vivamos sempre.

Essa questão é até fácil de entender. No governo celeste, um governo perfeito sob a égide de uma lei perfeita, dirigido por um Rei perfeito, onde não ocorrem falhas por parte de quem dirige, não se admite a desobediência de qualquer ser inteligente. Os seres não inteligentes, por sua vez, obedecem por instinto, e esse instinto não lhes permite, na perfeição, desobedecer. Mas nós, os seres inteligentes, temos o privilégio do livre arbítrio.

A questão da obediência está vinculada ao amor, quem ama, simplesmente obedece. Ou melhor, todos os que se amam, estão sempre dispostos a servir (que é obedecer), não a serem servidos (que é mandar). No Céu não há espaço para mandar, dominar, impor. Lá, a partir de DEUS (Trindade) todos servem. DEUS criou para servir Suas criaturas. Isso ignifica a vigência do livre-arbítrio, condição perfeita para servir e para obedecer.

O que implica o livre arbítrio? Implica que podemos escolher, temos a inteligência da escolha, da opção. Ela inclui até mesmo a desobediência. O livre arbítrio requer seres inteligentes, capazes de avaliar os efeitos de seus atos. Por isso somos racionais, feitos à imagem de DEUS.

E o que é a desobediência? É fazer algo, contra a lei de DEUS, que evidentemente origina algum problema, algum defeito, algum resultado ruim. Dentre milhares de resultados ruins possíveis, um deles sempre faz parte da desobediência, é a morte.

O reino de DEUS é movido pelo amor, esse é o princípio geral, acima de todos os demais princípios, como a honestidade, a fidelidade, etc. DEUS é amor, Ele ama sempre, até mesmo quem desobedece. Por isso que, quando Ele castiga, e quando Ele destrói, está realizando um “ato estranho” à Sua natureza. Ora, quem desobedece deve morrer, isso porque pela desobediência, se desliga do Criador e se liga a quem lhe fez desobedecer, geralmente satanás. Ninguém mais senão DEUS é capaz de criar e de sustentar a vida eternamente. O novo vínculo que a desobediência gera não pode garantir a vida, logo, ocorre a morte.

No entanto, DEUS, porque ama, não quer que as pessoas morram. Então Ele quer perdoá-las, é aqui que entra a morte de JESUS. No governo celeste a lei é sempre respeitada, lá não se criam alternativas ilegais para beneficiar alguém, como fazem os governos aqui na Terra. Lá a lei diz, pecou, deve morrer. Ou então, como é a realidade celeste: desligou-se da fonte de vida (DEUS) por alguma desobediência, naturalmente vai morrer, pois perdeu o suprimento de vida do Criador. E a lei não perdoa ninguém, a morte deve ocorrer. Lei, para ser eficaz, não pode, ela mesma, perdoar. Nesse caso, ela seria apenas uma recomendação, obedece quem quer, e não acontece nada.

Felizmente, a lei não exige que a morte seja absolutamente de quem peca. Ela admite que outro morra em lugar do pecador, mas também não qualquer um. Esse outro só pode ser um Ser, O Criador, ou seja, o próprio que fez as pessoas, Ele sim, pode morrer por elas, a se elas aceitarem, terão o perdão. Só é admissível a morte do Legislador, aquele que estabeleceu a lei, que é seu próprio caráter. Assim sendo, o perdão não é uma simples atitude barata como fazemos aqui na Terra, entre nós. Tipo assim: ofendemos, pedimos perdão e o outro aceita, e tudo resolvido. No Céu, a morte por causa de uma desobediência é certa. Logo, foi por isso que JESUS, O Criador, veio à Terra, como ser humano mortal, e morreu por nós. Tinha que ser assim, ou não teríamos a alternativa do perdão.

Essa atitude de JESUS vir morrer por nós chama-se graça, porque não nos custa nada e foi uma iniciativa dEle, sem que pedíssemos.

 

  1. Primeiro dia: “Tu és o CRISTO”

As declarações de quem era JESUS não se limitaram ao que Pedro disse. No dia do batismo de JESUS, DEUS, O Pai afirmou: “Tu és Meu Filho amado, em Ti Me tenho comprazido” (Luc. 3:22). Sim, pois, “havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho. O qual, sendo… a expressa imagem da Sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do Seu poder, havendo feito por Si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-Se à destra da Majestade, nas alturas; feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles. Porque a qual dos anjos disse jamais: Tu és Meu Filho, Hoje Te gerei? E outra vez: Eu Lhe serei por Pai, E Ele Me será por Filho?” (Heb. 1:1, 3-5).

No dia da tentação, o 40º do jejum no deserto, o próprio inimigo, desdenhando e mofando de JESUS, disse indiretamente que Ele era o filho de DEUS. Disse o inimigo: “Se Tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães” (Mat. 4:3).

Natanael, ao encontrar-se pela primeira vez com JESUS, falando com ele, teve fé, e respondeu e disse-Lhe: “Rabi, Tu és o Filho de Deus, Tu és o Rei de Israel” (João 1:49). Essa declaração antecedeu a de Pedro. Natanael esperava, como todos, que viesse o Rei de Israel terrestre.

Os demônios também tiveram coragem de afirmar quem era JESUS. Disseram eles, em Gadarra: “Que temos nós contigo, ó Filho de Deus! Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?” (Mat. 8:29).

Antes da famosa declaração de Pedro, ele mesmo já havia dito quem era JESUS: “Quereis vós também retirar-vos?” [perguntou JESUS] Pedro respondeu: “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna, e nós temos crido e conhecido que Tu és o Cristo, o Filho de Deus” (João 6:67-69).

Então vem a ocasião de nosso estudo. JESUS estava para revelar definitivamente o Seu futuro e para que viera. Ele preparou todos para o que iria dizer. Deveriam, já, a essa altura, estar crendo com veracidade quem Ele era. Não deveriam ter dúvidas. Perguntou a eles quem o povo acreditava ser Ele. O povo acreditava várias possibilidades erradas. Aí perguntou a eles, os discípulos, quem Ele era. “Mas vós, continuou Ele, quem dizeis que Eu sou? Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mat. 16:15 e 16). Pedro respondeu e todos os apóstolos pensavam assim.

Daí em diante, Ele começou a revelar a que veio, ou seja, a pior notícia para eles: Veio para ser morto, não para ser o Rei em Israel terrestre. Essa parte eles entenderam muito mais tarde, depois da ressurreição. “Desde então começou Jesus a mostrar aos discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muito dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia.” Mat. 16:21.

 

  1. Segunda: “Sobre esta pedra”

Hoje estudaremos sobre uma polêmica que deveria ser desnecessária. Ou seja, é a resposta à importante pergunta: sobre quem a igreja está fundada? Sobre Pedro, ou sobre CRISTO? Ora, a resposta nem mesmo necessita de argumentos bíblicos, pois ela é óbvia. Imagine a igreja fundada sobre um ser humano falho e pecador? DEUS não seria tão descuidado em edificar uma igreja sobre uma base frágil, pecadora e falha, como era Pedro.

O contexto desse debate, mais intensamente entre JESUS e Pedro, iniciou com Ele perguntando quem era. Depois da resposta de Pedro, JESUS lhe fez saber quem era quem por ali. JESUS disse a Pedro que ele, conforme o seu nome, era uma pedra; o significado de Pedro. E acrescentou que Ele fundaria a Sua igreja sobre a rocha, que era Ele mesmo, JESUS, o Messias e Salvador. Disse assim: “tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mat. 16:18 e 19). É razoável admitir que Pedro fosse suficiente para as portas do inferno não prevalecerem sobre ele? E JESUS não disse: “tu és Pedro, e sobre você edificarei…” Esta pedra não significava Pedro, nem poderia significar. O “tu” remete a Pedro, e o “esta pedra” remete a outrem, no caso JESUS, pois naquele momento era um diálogo entre os dois. Ou então, porque JESUS teria dito “esta pedra”, claramente dando a entender que se tratava de outra pessoa, não de Pedro?

O que JESUS estava dizendo? Simples, depois de Pedro ter reconhecido, como os demais também reconheciam, depois de vários outros reconhecimentos de quem Ele era, inclusive de DEUS e dos demônios, JESUS declarou que Pedro era apenas um ser humano falho, como uma pedra qualquer, mas que Ele era o Salvador, sobre quem a Igreja seria construída. Ele seria a pedra de esquina, muito usada naqueles tempos em constrtuções, que garantia toda sustentabilidade da construção.

Como podemos ter certeza de que JESUS se referia a Si como a pedra fundamental da Igreja, e não Pedro? Pois bem, a Bíblia contém diversas afirmações, de versículos, mencionando JESUS como sendo essa pedra. Por exemplo: Salmos 118:21, e 23; Mateus 21:42; Marcos 12:10; Marcos 12:11; Lucas 20:17; Atos 4:11; Efésios 2:20; 1 Pedro 2:7; Gênesis 49:24; Isaías 28:16. A maioria deles refere-se a JESUS como a pedra, uma rocha firme e segura, que os construtores rejeitaram. A Bíblia identifica bem que JESUS é essa pedra. JESUS tão pouco jamais iria contradizer o que Ele mesmo havia anunciado por meio dos profetas.

Mas, satanás aproveitou o que está ali escrito fazendo entender que se refere a Pedro, como a pedra sobre a qual a igreja seria construída. A Igreja Católica defende essa ideia. Ainda diz que Pedro foi o primeiro papa. Ora, Pedro nunca dirigiu a igreja, sempre ela foi dirigida de cima, por JESUS. E se de fato Pedro fosse o primeiro papa, então a Igreja Católica estaria mesmo mal alicerçada, pois ele é apenas um homem bastante falho, não o Filho de DEUS.

Outra declaração também se prestou para má interpretação. Aliás, qualquer texto escrito pode ser interpretado como se desejar, embora sempre só exista uma interpretação correta. JESUS disse a Pedro: “dar-te-ei as chaves do reino dos Céus: o que ligares na terra, terá sido ligado nos Céus; e o que desligares na terra, terá sido ligado nos Céus” (Mat. 16:19).

Essa afirmação é utilizada para dizer que Pedro recebeu poderes acima do que na realidade ele recebeu. Assim se confirmaria ser ele o primeiro papa, uma autoridade vida de JESUS. Mas vejamos bem, o que JESUS não disse é que seria daqui da Terra que se tomariam as decisões que teriam que obedecer no Céu. Ele não colocou DEUS sob o poder de um ser humano mortal. Nem faria sentido. Tal coisa jamais prosperaria, tal igreja jamais seria vencedora.

Outra coisa que JESUS não disse é que Pedro teria autoridade sobre a igreja. JESUS não cometeria um erro tão banal e trágico para Sua própria igreja. JESUS não estava entronizando Pedro, que logo mais, compararia a satanás, como veremos no estudo de amanhã. A autoridade foi concedida à igreja, não a um homem. Isso fica bem fácil de entender em Mateus 18:15 a 20. É importante ler esse texto pois fica explícito que a autoridade está na igreja reunida, na assembleia, não num poder autocrático de apenas uma pessoa. Ali JESUS Se refere a igreja reunida para tomar decisões em colegiados, sempre sob a orientação dos princípios bíblicos. Por exemplo, quando ocorrer um caso de conflito entre irmãos, está no texto citado, a orientação de como proceder. E quando envolver a igreja, ou seja, quando ela tiver que se reunir, e obviamente o fizer conforme a vontade de DEUS, o que for ligado ou desligado, ou, decidido aqui, também será ali (Mat. 18:18).

O que foi que JESUS disse? Ele disse que a igreja teria a responsabilidade de tomar decisões, e que estas deveriam ser coerentes com o que se decidiria no Céu. É óbvio que, em caso contrário, o Céu não se iria submeter à Terra. Seria, como dizem por aí, o rabo sacudindo o cachorro.

A igreja, seus líderes, teriam a Bíblia para orientar, ali está escrita a vontade de DEUS, deveriam seguir a Palavra viva de DEUS, e assim suas decisões na Terra seriam ratificadas no Céu. Ou, por outro lado, o Céu jamais concordaria com algo que na Terra fosse feito em contrário à Bíblia, inadmissível! A Bíblia corresponde às chaves.

 

  1. Terça: Pedro como satanás (propositalmente em minúscula, o inimigo não perece ser igualado aos nomes das pessoas, que são mais dignas que ele)

Pedro, como todos naqueles tempos, esperava que JESUS assumisse o poder no trono terrestre e libertasse Israel do jugo romano. Então, quando JESUS começou a explicar que seria morto, Pedro foi zeloso e ingênuo ao mesmo tempo. Ele tentou proteger, não o Mestre, mas o seu objetivo com o Mestre. Havia aqui dois planos, o do Mestre e o dos homens. Um era de JESUS vir morrer pelos homens e poder perdoá-los e salvá-los. O outro era dEle se tornar o Rei de Israel terrestre. Ora, se JESUS fosse morto, nunca viria a ser Rei na Terra, portanto, na lógica de Pedro, Ele não deveria morrer. Seria defendido ao máximo para que não fosse morto. Era bem assim que Pedro pensava quando, pouco antes de JESUS ser preso, encontrou duas espadas, para lutar pelo Mestre. E era também o que Pedro pensava quando avançou, de espada em punho, e cortou a orelha do servo do sacerdote.

Mas Pedro estava errado. Em algumas coisas, ele e os demais, davam todo crédito ao Mestre, mas em outras, não davam crédito algum, entendiam como eles mesmos queriam.

Esse é um grave problema em nossos dias. Muitos, mas muitos mesmo, só dão credito a Ellen G. White no que lhes interessa. No que não lhes interessa, desdenham. Isso inclui uma quantidade grande de ministros, como naqueles tempos, os sacerdotes também erraram demais. Hoje, em assunto de modas mundanas, de alimentação, de música (principalmente), de diversão, de costumes, etc. a serva de nossos tempos tem pouco crédito. Uma coisa é o que está escrito, outra, bem diferente, é a realidade. Assim será até o dia da sacudidura, ou seja, por volta do decreto dominical. Quem desejar pautar pelo correto, terá que suportar a ação de satanás dentro da igreja, até esse tempo.

No caso de Pedro, ele acabou favorecendo sua utilização como instrumento de satanás. É óbvio que se satanás conseguisse seduzir JESUS de não morrer por nós, Ele seria derrotado, e não haveria plano de salvação, todos estariam perdidos, e ele, satanás, teria ao menos uma oportunidade de reunir suas forças contra DEUS. Mas não foi assim, ele foi severamente rechaçado. Não foi diretamente a Pedro a repreensão, senão no sentido de não se permitir ser instrumento do inimigo, a repreensão foi enfaticamente contra satanás. O inimigo estava por lá, atento, para aproveitar qualquer oportunidade de frustrar o plano divino em andamento. Ainda mais depois da derrota no deserto da tentação.

“Quando Cristo revelou a Pedro o tempo de prova e sofrimento que estava diante dEle, e Pedro replicou: “Senhor, tem compaixão de Ti; de modo nenhum Te acontecerá isso” (Mat. 16:22), o Salvador ordenou: “Para trás de Mim, Satanás.” Mat. 16:23. Satanás estava falando por intermédio de Pedro, fazendo-o desempenhar a parte do tentador. A presença dele não era suspeitada por Pedro, mas Cristo pôde perceber a presença do enganador, e em sua repreensão a Pedro dirigiu-se ao verdadeiro inimigo” (O Desejado de todas as nações, 353).

“Pedro amava seu Senhor; mas Jesus não o louvou por assim manifestar o desejo de O proteger contra o sofrimento. As palavras de Pedro não eram de molde a ajudar e consolar Jesus na grande prova que estava diante dEle. Não estavam em harmonia com o desígnio de Deus, de graça para com o mundo perdido, nem a lição de sacrifício que Jesus viera ensinar com Seu próprio exemplo. Pedro não desejava ver a cruz na obra de Cristo. A impressão que suas palavras haviam de causar, era inteiramente contrária à que Cristo desejava produzir no espírito de Seus seguidores, e o Salvador foi compelido a proferir uma das mais severas repreensões que já Lhe caíram dos lábios: “Para trás de Mim, Satanás, que Me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens.” Mat. 16:23.

“Satanás buscava desanimar a Jesus e desviá-Lo de Sua missão; e Pedro, em seu cego amor, estava sendo o porta-voz da tentação. … As palavras de Cristo foram dirigidas, não a Pedro, mas àquele que o estava tentando separar do Redentor. “Para trás de Mim, Satanás.” Mat. 16:23. Não te continues a interpor entre Mim e Meu errado servo. Deixa-Me estar face a face com Pedro, para que lhe possa revelar o ministério do Meu amor.” (O Desejado de todas as nações, 415 e 416)

Pois, pelo que EGW escreveu, devemos ter muito cuidado de não servirmos, também, como instrumentos de satanás. Podemos ser tais instrumentos pelo nosso comportamento; por tentar impor nossa vontade; por centralizar as ações na igreja em nossas mãos; por não dar oportunidade aos outros; por achar que só nós temos razão e só nós sabemos como se fazem as coisas; por dar mau exemplo de vida; por defender a utilização do mundanismo para salvar pessoas; por introduzir a música mundana na igreja; por usar pinturas pelo corpo; por turbinar o corpo artificialmente (não em casos de correções); por não nos envolvermos na missão, e assim por diante. Quem vem chegando à igreja, não conhece bem a JESUS. Essas pessoas olham para os veteranos, e estes, nem sempre dão o exemplo correto. Tenho viajado e participado de muitas convenções de nossos ministros. É lamentável como eles, a maioria, brigam, xingam, mentem, etc., quando vão jogar futebol. Esse já é um esporte condenável por ser violento, pior ainda, é o testemunho falso que esses homens dão, quando estão fora do púlpito, em contexto competitivo. A igreja ainda precisa ser purificada, e será. O apelo aqui, de baixo para cima, é que nossos ministros, a maioria, se convertam.

 

  1. Quarta: Encorajamento do Céu

Parecia que os dias corriam rapidamente em direção da cruz. Em Sua missão, Sua responsabilidade intransferível, JESUS sentia-Se só. Ele deveria ir ao calvário sozinho, sem companhia de outra pessoa. E o pior é que na hora mais necessária não seria amparado por alguém. Ninguém estaria ao Seu lado.

JESUS precisava ser encorajado. DEUS Pai escolheu dois homens para essa finalidade. Não eram anjos poderosos, mas homens que já haviam vencido na Terra quando aqui viviam. Um deles, Elias, não passou pela morte, o outro, Moisés, chegou a morrer, mas fora ressuscitado.

Esses dois homens vieram para dizer palavras de ânimo e encorajamento a JESUS. O interessante é que eles mesmos, noutros tempos, enfrentando dificuldades e desafios, haviam sido encorajados pelo próprio JESUS. Foi por esse motivo que Enoque não foi enviado com esses dois, pois ele não havia enfrentado em intensidade como esses, dificuldades para superar. Elias enfrentou a má Jesabel, o rei Acab, e seus 850 profetas. Era uma época de franca decadência espiritual em Israel. E ele foi sozinho contra a autoridade nacional. Chegou ao ponto de desistir, e fugir de Jesabel. Foi então que o Senhor, esse que agora estava necessitando de encorajamento, chegou a Elias e lhe perguntou, enquanto fugia: “que fazes aqui Elias?” O anjo lhe deu do pão celeste que supriu energia suficiente para o servo de DEUS caminhar quarenta dias e noites.

Moises estava pastoreando ovelhas quando foi chamado para libertar o povo de DEUS do Egito. Humilde e temeroso não queria ir. Mas o Senhor o desafiou e orientou. Ele foi, e conduziu o povo pelo deserto, depois da libertação do poderio egípcio, por quarenta anos, até chegar ao objetivo.

Esses dois homens, os únicos até então vivos, foram enviados a JESUS para fortalecê-lo como ser humano que era, para que fosse em frente. Eles deram a Ele uma palavra de conforto pela vitória que certamente iria alcançar. Ele estava para ir a Jerusalém afim de cumprir com o plano da salvação (Luc. 9:31). Em Sua humanidade, JESUS deveria enfrentar o inimigo com todo seu poder e com milhares de aliados confederados para o mal, para forçar a missão de JESUS ao fracasso. A entrevista com os dois homens que JESUS mesmo aconselhou noutros tempos, certamente fez diferença para a sua vitória por nós.

 

  1. Quinta: JESUS e o imposto do templo

Vieram os cobradores do imposto do Templo. Cada israelita deveria pagar meio stater (uma didracma) por ano, de imposto, para o Templo. Na realidade o Templo se transformara em algo que nunca deveria ser. Ali era um lugar seguro, havia guardas do templo e inclusive guardas romanos. Transformara-se no tesouro nacional, onde se guardavam grandes fortunas. Era uma espécie de banco central dos judeus. Era também o centro de todos os poderes, político, religioso, econômico e social.

Um stater de ouro valia 20 dracmas, um de prata valia 4 dracmas, ou 4 denários, ou duas didracmas. Cada pessoa não isenta deveria pagar o correspondente a uma didracma (isto é, duas dracmas) por ano, ao Templo.

Muitos eram isentos do imposto, os sacerdotes, rabinos e outros que serviam no templo. JESUS era isento porque era profeta, isso estava mais que provado, e era Mestre em Israel, ou seja, um rabino. Mas acima disso, Ele era Filho de DEUS, filho do Rei, e Ele mesmo era Rei, e Salvador, o que criou Israel por meio de Abraão e Sara, o que guiou o povo pelo deserto. Alguém assim deveria pagar imposto ao templo?

Os cobradores parece que vieram perguntar aos discípulos se JESUS devia ou não pagar o imposto, isto é, se Ele era ou não isento. Estava na época dessa cobrança. É lógico que Ele era isento, mas Pedro, apressado como sempre, com medo que o poder do Templo criasse algum problema, foi logo dizendo que sim, Ele pagava. Ora o Mestre era isento, Pedro devia saber disso, porém, precipitado, respondeu sem refletir. Ou se estivesse em dúvida, respondeu sem perguntar a JESUS. Os cobradores não estavam exigindo o pagamento naquele momento, até porque, o pagamento que se efetivou não naquele momento.

Havia outra irregularidade naquele imposto. O Templo cobrava até dos pequenos e pobres, um sistema opressivo, quando aquele lugar deveria servir de atração para o Céu. Era um imposto fixo, quando no sistema divino, as contribuições para com a obra são proporcionais. O dízimo, por exemplo, é uma proporção de 10% da renda, e é uma resposta das bênçãos de DEUS. Ou em outras palavras, DEUS na verdade dá antes para receber depois. O pacto é uma decisão de proporção de cada pessoa. Ninguém, no sistema divino da Terra está obrigado a dar uma quantia fixa. O imposto do Templo era opressivo e injusto, uma invenção desastrosa dos homens.

Foi por essa razão, e também porque JESUS era isento, que Ele perguntou a Pedro, se os reis cobram impostos dos filhos ou dos estrangeiros. “De quem os Reis da terra recebem impostos, dos Filhos ou dos estrangeiros?” (Mateus 17,25). Naqueles tempos, os reis faziam guerras e impunham impostos sobre os derrotados. Esses que eram os estrangeiros. Esses reis não cobravam tais impostos dos cidadãos de seu reino. Logo, com isso, JESUS estava afirmando ser esse imposto algo opressivo, como que o Templo cobrando algo indevido de seus próprios adoradores. Além disso, era errado cobrar até mesmo dos estrangeiros impostos e impor cargas pesadas sobre essas pessoas. Os judeus eram para ser uma bênção para os gentios, não seus exploradores.

Também JESUS passou uma diplomática lição a Pedro, e sua precipitação. Ficou claro que Pedro não deveria ter respondido como respondeu. Ele deveria ter sido mais cauteloso. Porém, agora que disse que o Mestre pagava os impostos, então deveria ser pago. Mas foi pago de uma maneira miraculosa, o dinheiro estava na boca do primeiro peixe que Pedro, um pescador, pescaria. Agindo assim, JESUS explicou a todos, que Ele não precisava pagar aquele imposto, pois veio do peixe, foi um milagre, afinal, peixes não andam por aí carregando moedas nas bocas.

JESUS, como sempre, foi muito sábio e se portou como um verdadeiro Mestre. Deixou bem claro que Ele não precisava pagar essa taxa. E na realidade não pagou, Ele, por um milagre mostrou duas coisas: que era mais que rabino e sacerdote, que era divino, e que estava acima dos homens e de suas leis, pois, podia fazer milagres como os homens não poderiam jamais.

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Síntese dos principais pontos da lição
  • Qual o foco principal?

Cabe destaque especial para o milagre do stater que Pedro encontrou no peixe que pescou. JESUS podia simplesmente ter dito a Pedro que fosse até Judas, o tesoureiro do grupo, pedisse essa quantia e pagasse. Ou que Judas mesmo o fizesse. Era tão simples. Mas como JESUS fez uma manobra milagrosa para pagar o imposto, isso nos diz que algo não estava normal.

Como já vimos, não era normal alguém como JESUS pagar esse imposto. Aliás, nem o imposto era devido, esse era um imposto como os reis impunham sobre os conquistados, como JESUS deu a entender. Além disso, como o Rei do Universo deveria pagar algo ao Templo, algo que os homens inventaram, totalmente indevido? O pagamento era totalmente indevido, por isso Ele não tirou o dinheiro da tesouraria deles, nem do bolso dEle mesmo, se é que levava dinheiro consigo, mas tirou de um peixe. Isso todos ficaram sabendo, e deu motivo de muita reflexão, certamente, sobre o motivo porque JESUS agiu assim.

Para nós resta a seguinte lição: não venhamos a cair na tentação de dar ordens a DEUS. É nós que devemos recorrer a Ele, não tentar impor algo sobre Ele, pois Ele pode nos anteder, e o fará de modo milagroso que nos deixará em má situação.

No caso de JESUS, se Ele pagasse normalmente o imposto do templo, Ele estaria concordando com satanás que não era o Messias, nem profeta, nem Salvador, nem o Filho de DEUS, mas uma pessoa comum, como todos os que tinham que pagar aquele imposto. Outra vez Pedro se prestou para quase desqualificar JESUS, como já havia feito ao afirmar que Ele não deveria morrer e quando puxou da espada para defender JESUS da prisão, bem como quando O negou por três vezes.

Pois bem, vamos mais fundo em nossas reflexões. Imaginemos que JESUS tivesse pago o tal imposto. Sabe o que aconteceria um dia desses, na oportunidade mais favorável a satanás? Ele acusaria JESUS de ter pago o imposto, portanto, ficaria assim confirmado que Ele não era o Filho de DEUS. E nesse caso, pela atitude de Pedro e de JESUS, o plano da salvação implodiria, e ninguém seria salvo. Nem JESUS! E satanás seria o vencedor, e aí, coitado de nós e do Universo. Essa situação também foi evitada por um triz, pela atenção, cuidado e sabedoria de JESUS. Quase, outra vez, um amigo (que a hierarquia católica diz ser o primeiro papa) de JESUS se prestou para derrota-lo. JESUS precisava estar atento não só aos fariseus, sacerdotes e satanás com seus anjos, precisava Se precaver de seus melhores mas ingênuos amigos.

Atenção, aconteceria o mesmo colapso no reino de DEUS, caso JESUS, o Criador, viesse aqui à Terra para mudar a Sua lei (estudo da lição 3, segunda-feira). O inimigo veria seus falsos argumentos da fraqueza da lei coroados de êxito, e o governo de DEUS cairia com tais argumentos. O Universo perceberia que satanás estava sempre com a razão. São tentativas de derrubar o governo de DEUS e de derrubar a Igreja de CRISTO na Terra. Todas tentativas até hoje falharam, e as futuras, também falharão.

 

  • Quais os tópicos relevantes?

Não sejamos precipitados, como Pedro, nem interesseiros como Judas (que não aparece na lição, mas lembramos dele), sejamos firmes e decididos, como também foi Pedro, ao afirmar de imediato que JESUS era o Filho de DEUS.

 

  • Você descobriu outros pontos a acrescentar?

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  1. Que coisas importantes podemos aprender desse estudo?

Como orienta Ellen G. White, compete que busquemos cada dia conhecer mais nosso Salvador, para que não cometamos enganos a Seu respeito, especialmente nesses últimos perigosos dias, os que nós devemos enfrentar.

 

  • Que aspectos posso acrescentar a partir do meu estudo?

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  1. Que providências devemos tomar a partir desse estudo?

Como JESUS diversas vezes ensinou e Ele mesmo fez, pautar nossa vida pelo que está escrito, seja na Bíblia, seja nos livros do Espírito de Profecia. Essa é uma grave lacuna entre nós, falta seguir muitos desses escritos. Por não fazê-lo, muitos sairão da igreja por ocasião do decreto dominical.

 

  • O que me proponho a reforçar, se for bom, ou mudar se for mau, em minha vida?

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  1. Comentário de Ellen G. White

“”Vai ao mar”, disse Ele a Pedro, “lança o anzol, tira o primeiro peixe que subir, e, abrindo-lhe a boca, encontrarás um estáter; toma-o, e dá-o por Mim e por ti.” Mat. 17:27.

“Conquanto houvesse revestido Sua divindade com a humanidade, revelou, nesse milagre, a Sua glória. Era evidente ser Este Aquele que, por meio de Davi, declara: “Porque Meu é todo animal da selva, e as alimárias sobre milhares de montanhas. Conheço todas as aves dos montes; e Minhas são todas as feras do campo. Se Eu tivesse fome, não to diria, pois Meu é o mundo e a sua plenitude.” Sal. 50:10-12” (O Desejado de todas as nações, 434).

 

  1. Conclusão geral

Devemos abandonar tudo. Muitas vezes, quando tudo vai muito bem, talvez sejamos convidados por DEUS a abandonar esse sucesso, e, como os discípulos, abandonar as preocupações do mundo, e nos dedicar mais à salvação nossa e dos outros.

“A Mateus em sua abastança, como a André e Pedro em sua pobreza, a mesma prova foi apresentada; a mesma consagração foi feita por cada um. No momento do êxito, quando as redes estavam cheias de peixe, e mais fortes eram os impulsos do viver anterior, Jesus pediu aos discípulos junto ao mar que abandonassem tudo pela obra do evangelho. Assim toda alma é provada quanto a seu mais forte desejo – se bens temporais, se a companhia de Cristo” (O Desejado de Todas as Nações, 272 e 273).

 

  • Qual é o ponto mais relevante a que cheguei com este estudo?

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Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico

 

 

estudado e escrito entre:    10 a 14/04/2016

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

 

10 comments for “Lição 8 – Pedro e a Rocha

  1. regina célia v tavares
    Maio 18, 2016 at 7:15 am

    Pastor,O senhor tem recebido a direção Divina em todo seu trabalho,continue,precisamos de todo esse conteúdo para maior esclarecimento no estudo das lições.

    • Sikberto Marks
      Maio 20, 2016 at 7:00 pm

      Que assim seja, minha irmã. Obrigado. Mas não sou pastor, apenas membro, eh eh.

  2. jonas
    Maio 19, 2016 at 11:31 pm

    exelente post tem agregado muito valor Deus abençoe.
    http://www.amentedecristo.com

    • Sikberto Marks
      Maio 20, 2016 at 6:59 pm

      Muito obrigado amigo.

  3. Ronaldo
    Maio 20, 2016 at 10:40 pm

    Continue com seus comentários…está sendo uma luz menor para entender a lição…que Deus continue te abençoando nesse trabalho para a honra e glória do nosso Deus.

    • Sikberto Marks
      Maio 22, 2016 at 2:37 pm

      Obrigado meu irmão, desde o início foi facilitar a compreensão das lições, parece que estamos conseguindo, eh eh.

  4. Maio 21, 2016 at 3:22 am

    Professor que Deus abençoe o seu trabalho

    • Sikberto Marks
      Maio 22, 2016 at 2:37 pm

      Obrigado, Ele, de fato, está abençoando.

  5. Abel Oliveira da Silva
    Maio 21, 2016 at 8:01 am

    Professor, apenas uma correção, o imposto que cada israelita devia pagar, era duas dracmas, equivalente a meio estáter, por isso que Jesus disse a Pedro, acharás um estáter, paga o meu imposto e o teu também.

    Na quinta feira, o Sr. disse que deveria pagar um estáter (duas dracmas).

    • Sikberto Marks
      Maio 22, 2016 at 2:36 pm

      Ok, fiz a correção lá, obrigado.

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