Lição 9 – Seja quem você é

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Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Segundo Trimestre de 2017

Tema geral do trimestre: “Apascenta as Minhas ovelhas”: 1 e 2 Pedro

Lição 9 – Seja quem você é

Semana de 20 a 27 de maio

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar:Empenhem-se para acrescentar à sua fé a virtude; à virtude o conhecimento; ao conhecimento o domínio próprio; ao domínio próprio a perseverança; à perseverança a piedade; à piedade a fraternidade; e à fraternidade o amor” (2 Pedro 1:5-7, NVI).

 

Introdução de sábado à tarde

Já tenho afirmado em outros escritos: Pedro foi um bom escritor. Escrevia com a profundidade de Paulo, porém, com uma clareza impressionante. Cada pessoa tem seu estilo literário, a ponto de sermos capazes de reconhecer de que escritor vem determinado texto. Alguns alunos, muitas vezes pouco experientes, em seus trabalhos copiam textos da internet, como se fossem seus. Fica fácil descobrir pois, de um parágrafo a outro, mudou o estilo. Muitas vezes, de um estilo frágil para outro perfeito.

Tomemos o verso acima, uma verdadeira frase cheia de sabedoria e de verdade. Ela se parece a uma escada por onde se sobe para chegar ao amor, ou, para se chegar a DEUS. São sete virtudes para se chegar ao oitavo degrau, o ápice, onde está DEUS.

A subida se inicia com a fé. De fato, sem fé é impossível agradar a DEUS, nem iniciaremos a caminhada para cima. À fé a recomendação é acrescentar a virtude, que é a disposição de se praticar o bem. É uma verdadeira compulsão representada por um conjunto de hábitos de caráter para andar pelo caminho do bem.

À virtude devemos somar o conhecimento. Não podemos, ou não devemos perecer por falta de conhecimento. Fomos criados seres racionais e devemos, por tanto, tomar decisões com base em conhecimento, que pela prática, devemos transformar em inteligência e sabedoria, a fim de governarmos bem a vida. Pelo conhecimento e pela sabedoria DEUS nos conduz.

Ao conhecimento se acrescente o domínio próprio, que é a capacidade de controle diante das ofensas. Nossos impulsos nem sempre são bons, portanto, devemos ser capazes de utilizar o conhecimento para refletir sobre o que decidimos fazer, especialmente em momentos de pressão.

E a perseverança vem a seguir. Ela representa a capacidade de não desistir durante o caminho. Persistência é um bom sinônimo para perseverança. Nos assuntos sobre a salvação, pode parecer que tudo esteja demorando demais, porém, há uma data para tudo terminar aqui, e essa data não será postergada. Em certos momentos de dificuldade, é na perseverança que devemos persistir.

Junto com a perseverança vem a piedade, que é ter amor e respeito às coisas religiosas, devoção, religiosidade. É ter compaixão pelas pessoas que necessitam de auxílio.

No penúltimo degrau está a fraternidade. A fraternidade significa o laço de parentesco entre irmãos, ou da irmandade, a união, afeto de irmão para irmão, de amigo para amigo. Resulta em uma vida de harmonia entre as pessoas.

Pois bem, a fraternidade é o contexto da vida num ambiente onde governa o amor. É um lugar perfeito onde quem é o líder, Ele mesmo é perfeito. Ali tudo é bom, suave, pura felicidade eternamente. Todos aqueles passos anteriores fazem parte desse lugar, são componentes do amor, e a ele conduzem. Esse lugar pertence a DEUS e Ele concede a quem ama, para estar onde todos se amam.

 

  1. Primeiro dia: Uma fé preciosa

Pedro fala aqui que a fé é preciosa (2 Ped. 1:1) e ao mesmo, conforme o autor da lição, valiosa. Preciosa porque sem fé é impossível agradar a DEUS. Não agradando a DEUS, isto é, desrespeitando-O ou mantendo um mau relacionamento com o Criador, não há futuro garantido e o fim se aproxima com a idade. É DEUS quem garante a vida e a felicidade indefinidamente. E valiosa porque, pela fé, nos apossamos das promessas de DEUS, isto é, tudo de bom que DEUS promete nos dar, entre outras coisas: vida eterna, fim da morte e do sofrimento, da dor e do pranto.

No trecho de 2 Pedro 1:1-4, destaca a necessidade importante do conhecimento sobre DEUS. Esse é um tema vital, afinal, fica estranho e contraditório não se conhecer quem nos criou e quem quer nos libertar da situação de mortalidade onde nos encontramos. Ou, em outras palavras, nos é necessário conhecer quem nos ama.

Há várias maneiras de se conhecer DEUS, umas boas outras não tão boas. Aquelas maneiras de se conhecer DEUS, por exemplo, por meio de sermões e de explicações de outros, são formas fracas e pouco eficazes. São assim porque essas são maneiras em que se aprende pouca coisa e se retém menos ainda. As melhores maneiras de se aprender sobre DEUS são o estudo da Bíblia (não simplesmente a leitura). O estudo da Bíblia, um deles bem eficaz é por meio da Lição da Escola Sabatina, uma escola em que se estuda sobre o conhecimento de DEUS. Mas esse estudo será bem fraco e pouco eficaz se estudarmos essas lições apressadamente e depois ouvirmos o professor fazendo uma recapitulação.

Ou seja, para se aprender alguma coisa precisamos nos envolver nela, com esforço. Para se conhecer a DEUS precisamos obter informações sobre Ele, que estão na Bíblia e nos escritos do Espírito de Profecia; precisamos viver de acordo com o que aprendemos, e nisso nós devemos nos envolver de maneira prática, vivendo de acordo. Se não for assim, se adquire algum conhecimento sobre DEUS apenas inicial e superficial, insuficiente para que a vida seja transformada. DEUS nos muda, nos reforma por meio do conhecimento e da aplicação prática desse conhecimento.

 

  1. Segunda: Amor, o alvo das virtudes cristãs

A Igreja Católica, por meio do papa, publicou um catálogo das virtudes necessárias para quem presta serviço na Cúria e para todos aqueles que querem tornar fecunda a sua consagração ou o seu serviço à Igreja.

  1. Missionariedade e pastoreação.
  2. Idoneidade e sagácia.
  3. Espiritualidade e humanidade.
  4. Exemplaridade e fidelidade.
  5. Racionalidade e amabilidade.
  6. Inocuidade e determinação.
  7. Caridade e verdade.
  8. Honestidade e maturidade.
  9. Respeito e humildade.
  10. Dadivoso e atento.
  11. Impavidez e prontidão.
  12. Fiabilidade e sobriedade.

Fonte aqui.

Aristóteles definiu as seguintes virtudes: felicidade (objetivo da vida); aprendizagem; excelência moral; Aristóteles afirma que, para praticarmos atos bons devemos ter o conhecimento do bem: virtudes éticas (que derivam do costume, segundo ele); coragem (capacidade de escolher e suportar as coisas nobres e as fazer); além das virtudes éticas, existem as virtudes dianoéticas, que são características da parte mais elevada da alma, a saber, da alma racional. Para Aristóteles, a finalidade última da vida humana é encontrar a felicidade (eudaimonía). Para o homem alcançar a felicidade é necessário que viva racionalmente, e viver racionalmente implica viver segundo a virtude (aretê). A virtude irá depender de um julgamento por força da reta razão, para repudiar o excesso e alcançar o meio termo. Fonte aqui.

Existem outros autores antigos que trataram sobre as virtudes. Cada um deles fez suas listas, e Pedro elaborou a dele, conforme está no texto da lição de hoje e que comentamos em domingo, por isso não a reproduziremos aqui outra vez. Acontece que as virtudes de Pedro são de origem superior, divinas, inspiradas. A compreensão delas é bem fácil, e podem ser aprofundadas para algo bem mais substancioso que o trabalho filosófico de Aristóteles ou do atual papa. Compare-se as três listas entre si, para ver onde cada uma vai dar. A lista de Pedro desemboca no amor, ou, em DEUS; as outras duas não chegam a esse ponto, portanto, a rigor, não são listas confiáveis, mas elaboração de seres humanos falhos, mesmo que bem intencionados.

“Os princípios e as virtudes cristãs de toda a sociedade de crentes devem produzir firmeza e força em ação harmoniosa. Todo crente deve tirar proveito e prevalecer-se da influência refinadora e transformadora das variadas capacidades dos outros membros, para que aquilo que falta num deles seja manifestado mais abundantemente em outro. Todos os membros devem avançar juntos, para que a Igreja se torne um espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens” (Exaltai-O, MM 1992, 296).

“É o grau de poder moral que impregna nossas instituições, nossas escolas e nossas igrejas. Deveria ser motivo de regozijo para todos, desde o mais alto até ao menor, representar a Cristo em virtudes cristãs. Aprendam todos os nossos professores que a verdadeira piedade, o amor mostrado na obediência a Deus, enobrece e aprimora” (Mente, Caráter e Personalidade, v1, 352).

 

  1. Terça: Seja quem você é

Esse título pode ser bom, como ser ruim. Cuidado com ele.

Expliquemos isso. A intepretação pode ser dupla. Seja quem você é pode significar fazer o que bem entende, pois é assim que a pessoa é. Ou seja, é uma má pessoa, e é isso que ela deve ser.

Porém, no reino de DEUS a interpretação não é essa; aí a frase assume seu verdadeiro sentido. No reino de DEUS somos livres para sermos o que somos. Ou seja, lá se pode fazer tudo o que vem ao nosso desejo. O que vier à cabeça, ou à mente, poderemos, e deveremos fazer. Afinal, somos livres para pensar e levar à prática o que for. Então, seja quem você é faz sentido.

Mas devemos acrescentar mais algo. Do parágrafo acima logo surge o pensamento: mas isso não vai virar uma bagunça? Podem todos ter certeza que não. No reino de DEUS, depois que formos salvos, nossa natureza será outra, teremos uma natureza santa, como tiveram Adão e Eva antes de pecar. Todos os nossos desejos e impulsos serão santos. Ninguém na Nova Terra terá desejo de praticar qualquer coisa que não esteja sob a orientação do amor. A nossa liberdade no Céu não necessitará ser vigiada para que não erremos, ninguém terá desejo de fazer algo prejudicial, seja a quem for. Lá seremos, como diz a lição, ‘semelhantes a JESUS CRISTO’, e atente-se bem: Ele, mesmo sendo um ser humano falho, nasceu assim, nunca cometeu sequer um pecado. Como se explica isso? Porque Ele amava acima de todas as coisas. Chegou ao ponto de dizer que nós devêssemos amar nossos semelhantes como Ele nos amou (João 13:34).

“O amor que é inspirado pelo amor que temos em Jesus verá em cada alma, rica ou pobre, um valor que não pode ser medido pela estimativa humana. O mundo desaparece na insignificância em comparação com o valor de uma alma. O amor que Deus revelou pelo homem está além de qualquer computação humana. É infinito. E o instrumento humano, que participa da natureza divina, amará como Cristo amou, trabalhará como Ele trabalhou. Haverá uma natural compaixão e simpatia que não falhará nem se desencorajará. Este é o espírito que deve ser animado a prevalecer em cada coração e a ser revelado em cada vida. Este amor só pode existir e ser conservado santo, refinado, puro e elevado mediante o amor na alma por Jesus Cristo, nutrido pela diária comunhão com Deus. Toda esta frieza da parte dos cristãos é uma negação da fé. Mas este espírito se derreterá diante dos brilhantes raios do amor de Cristo no seguidor de Cristo. Natural e voluntariamente ele obedecerá à ordem: “Que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei a vós.” João 13:34” (Beneficência Social, 83).

 

  1. Quarta: Deixando o tabernáculo

Pedro escreveu em um trecho que estava para morrer. “E tenho por justo, enquanto estiver neste tabernáculo, despertar-vos com admoestações, sabendo que brevemente hei de deixar este meu tabernáculo, como também nosso Senhor Jesus Cristo já mo tem revelado” (2 Pedro 1:13,14). Estaria Pedro se referindo que uma alma se desprenderia de seu corpo, vindo este a morrer, mas ficando uma alma imaterial em vida?

Essa conclusão não é possível, pois ela contradiz o ensinamento da Bíblia em diversos outros lugares, e contradições não podem acontecer. Se tivermos que aceitar contradições na Bíblia então ela deve ser jogada fora, aliás, é o que fazem aqueles que interpretam a Bíblia conforme seus desejos. Eles anulam a Palavra de DEUS.

Pedro usava a palavra tabernáculo como noutros lugares a Bíblia usa o corpo como sendo o templo do ESPÍRITO SANTO. “Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é o Templo do Espírito Santo, que vive em vocês e lhes foi dado por Deus? Vocês não pertencem a vocês mesmos, mas a Deus” (1 Coríntios 6.19). “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1 Coríntios 3:16). “…porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado” (1 Coríntios 3:17).

O nosso corpo, que devemos honrar, é onde está nossa vida. A vida está no sangue, e JESUS o derramou por nós. A vida não está numa alma que pode separar-se do corpo. JESUS não derramou uma alma, mas Seu sangue para nos dar vida eterna. Portanto, o que Pedro estava dizendo é que ele morreria logo, e depois, receberia um corpo glorificado.

A seguir elencamos uma série de citações bíblicas, não todas existentes, sobre o assunto. Lendo-as fica óbvio que Pedro não estava se referindo a uma alma imortal que se desprende de um corpo mortal, mas sim, que com a morte do corpo tudo termina, e que a ressurreição será com o mesmo corpo de antes, no entanto, transformado e glorificado, um corpo imortal como Adão e Eva tiveram, ou, como JESUS.

“… toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora. E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo. (Romanos 8:22-23)

“… Semeia-se o corpo em corrupção; ressuscitará em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor. Semeia-se corpo natural, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual” (1 Coríntios 15:41-44).

“… os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade …” (1 Coríntios 15:51-55).

“… se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. … gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu; … para que o mortal seja absorvido pela vida” (2 Coríntios 5:1-4).

“Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o Seu corpo glorioso, segundo o Seu eficaz poder de sujeitar também a Si todas as coisas” (Filipenses 3:21).

“Vede as Minhas mãos e os Meus pés, que sou Eu mesmo; apalpai-Me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que Eu tenho” (Lucas 24:39); JESUS foi morto e ressuscitou, e Se manifestou no mesmo corpo de antes, porém, glorificado, isto é, imortal. Assim também os que creem nEle ressuscitarão com seus corpos glorificados, e os vivos serão transformados, e todos viverão indefinidamente.

Mais alguns versos, para aumentar a lista:

“Semeia-se corpo natural, ressuscitará corpo espiritual … O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu. … E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial” (1 Coríntios 15:44-49).

“… as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Romanos 8:18).

“Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. … Tragada foi a morte na vitória” (1 Coríntios 15:53-54).

 

  1. Quinta: Fé diante da morte

A atitude de Pedro, diante da morte foi serena e confiante de uma vida após a ressurreição. Ele sabia que logo haveria de morrer, DEUS já havia revelado esse evento, mas não se perturbou como o rei Zedequias. Ficou tão natural que resolveu escrever aos seus amigos e irmãos na fé para os animar a prosseguirem no caminho em que ele estava chegando ao final.

Ele não deixou nenhum indício de que continuaria vivendo fora do corpo, de maneira apenas espiritual ou imaterial. Ele dava a entender que seu tabernáculo (e vimos versos suficientes ontem) era o seu corpo, e que iria morrer sossegadamente confiando em seu Senhor, esse mesmo que havia negado por três vezes.

Essa é a vida dos servos de DEUS. Pedro sofreu muito para morrer, mas não tanto como JESUS. Ele morreu perdoado de todos os seus pecados. O sofrimento de Pedro foi de cabeça para baixo, pois ele, tendo negado a JESUS, não se sentiu digno de morrer de igual modo como JESUS teve que morrer, carregando e sofrendo pelos pecados dele (e dos nossos também).

“A tradição retém que ele [Pedro] foi para Roma, onde sofreu o martírio. Essa história, porém, não é contada pela Bíblia. Existem, contudo, uma boa base história dessa hipótese. A primeira testemunha da presença de Pedro a Roma vem de Clemente, que, escrevendo aos gregos de Corinto, diz que “Pedro, que por iníqua inveja, teve que suportar inúmeras penas, deu testemunho e assim alcançou o lugar reservado a ele na glória”. Provavelmente Clemente fala do período da perseguição de Nero contra os cristãos, por volta do ano 65 depois de Cristo. Clemente, porém, não diz como Pedro morreu. Outros indícios da presença de Pedro em Roma podem ser encontrados numa carta de Inácio de Antioquia aos romanos. Há ainda uma referência no livro Ascensão de Isaías, que foi escrito por volta do ano 100 depois de Cristo. Nos anos sucessivos os textos que falam de Pedro (e Paulo) em Roma se multiplicam.

“Sobre o modo como Pedro foi martirizado, temos um texto do historiador Eusébio, que cita Orígenes, segundo o qual Pedro foi crucificado com a cabeça para baixo. O texto de Eusébio diz: “Em Roma, Pedro foi crucificado com a cabeça para baixo, forma de martírio que ele mesmo tinha considerado justa”. Eusébio fala também das sepulturas de Pedro e Paulo: “Eu poderia mostrar-vos os túmulos dos apóstolos; se vêm ao Vaticano ou à Via Ostiense, encontrarão os sepulcros daqueles que ergueram a nossa igreja” (Fonte).

O texto não se refere ao erguimento da igreja católica, que naqueles dias nem existia. E Pedro também não foi a Roma para ser o primeiro papa. Hanz Küng, importante teólogo católico da atualidade escreveu em seu livro “A igreja católica” que Pedro nunca foi papa. No entanto, ele foi à Roma para ser preso e morto.

Ellen G. White também se refere a Pedro sendo crucificado de cabeça para baixo, a pedido seu, porque se julgava indigno, uma vez tendo negado seu Mestre, como se pode ler em Atos dos Apóstolos, 538, citação que se encontra na lição de sexta-feira.

 

  1. Resumo e aplicação Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal

Seja quem você é, é o mesmo que seja autêntico. Isto quer dizer: ame o próximo como deseja ser amado por ele, ou como fez JESUS: amou a todos, incluindo Judas, os sacerdotes, os soldados que O pregaram na cruz, etc. É difícil? Se for impossível amar como JESUS, ao menos estejamos no caminho de quem está aprendendo.

 

  1. Aplicação contextual e problematização (aplicações possíveis dos assuntos aos cristãos na atualidade e identificação dos problemas que enfrentamos e indicativos de solução)

Um dos maiores problemas do mundo hoje é que devemos amar em meio a um contexto de ódio. Mas, por outro lado, foi exatamente num contexto assim que JESUS venceu, durante o Seu julgamento e Sua execução, estando ali tudo errado, devendo carregar sobre Si os pecados de todas as Suas criaturas, mesmo assim, Ele amou, até morrer.

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

“Apreensão de adolescentes por tráfico de drogas cresce 1.700% em Salvador”. (Fonte: aqui). Essa é a evolução entre 2006 a 2016, um período de dez anos. Esse é um problema social que não terá fim, senão quando vier o fim de tudo.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“Houve um tempo na experiência de Pedro em que ele não se dispunha a ver a cruz na obra de Cristo. Quando o Salvador deu a conhecer aos discípulos os sofrimentos e morte que O esperavam, Pedro exclamou: “Senhor, tem compaixão de Ti; de modo nenhum Te acontecerá isso.” Mat. 16:22. A compaixão própria, que se esquivava de seguir a Cristo no sofrimento, preparou as razões de Pedro. Foi para o discípulo uma amarga lição, que ele não aprendeu senão vagarosamente, a de que a senda de Cristo na Terra é feita de sofrimento e humilhação. Porém na fornalha de fogo ardente devia ele aprender essa lição. Agora, quando seu corpo outrora ativo estava curvado ao peso dos anos e trabalhos, pôde ele escrever: “Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse; mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo; para que também na revelação da Sua glória vos regozijeis e alegreis.”

“Dirigindo-se aos anciãos da igreja, no tocante a suas responsabilidades como subpastores do rebanho de Cristo, o apóstolo escreve: “Apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória”” (Atos dos Apóstolos, 525 e 526).

 

  1. Conclusão

“Desde sua reintegração depois de haver negado a Cristo, Pedro enfrentara denodadamente o perigo, e mostrara nobre coragem em pregar um Salvador crucificado, ressuscitado e assunto ao Céu. Agora em sua cela, recordava as palavras que Cristo havia falado a seu respeito: “Na verdade, na verdade te digo que, quando eras mais moço, te cingias a ti mesmo, e andavas por onde querias; mas, quando já fores velho, estenderás as tuas mãos; e outro te cingirá, e te levará para onde tu não queiras.” João 21:18. Assim fizera Jesus conhecer ao discípulo a própria maneira de sua morte, e predissera mesmo o estender de suas mãos sobre a cruz” (Atos dos Apóstolos, 537). Esse texto continua na lição, página 113.

 

 

Assista o comentário clicando aqui.

Lição em espanhol: www.escuela-sabatica.com/comentarios.html

Vídeos sobre capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2 Daniel 3 Daniel 7 Daniel 8 Daniel 9 Daniel 12 Apoc. 12
Apoc. 13 1ªp Apoc. 13 2ªp Apoc. 14 Pragas 1ª p

(Apoc. 15, 16)

Pragas 2ªp Armagedom Pragas 3ªp

Armagedom

Os chifres
A igreja verdadeira Como é fácil enganar! As 4 primeiras pragas, enfoque econômico        

 

 

estudado e escrito entre  14 e 20/04/2017

revisado por Jair Bezerra

 

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

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