“Que todos sejam um”: o desafio do diálogo ecumênico

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No último dia 7 de março, o Papa Francisco recebeu em audiência no Vaticano uma delegação do Conselho Ecumênico das Igrejas. Este encontro marcou um importante capítulo na história das relações fraternas entre a Igreja Católica e o Conselho Ecumênico das Igrejas, de modo que o Santo Padre expressou um agradecimento ao serviço que há anos o Conselho Ecumênico oferece pela causa da unidade em Cristo dos cristãos das mais diversas comunidades eclesiais.

Por vontade do Santo Padre, o beato João XXIII, no dia 05 de junho de 1960 criou-se um secretariado para a promoção da unidade dos cristãos. Posteriormente, o Concílio Vaticano II muito contribuiu para engajar a Igreja Católica no movimento ecumênico, tendo em vista as motivações de alguns dos documentos conciliares, tais como o decreto Unitatis redintegratio.

O Papa Paulo VI confirmou em 1966 o secretariado como um organismo permanente da Santa Sé. No dia 28 de junho de 1988, com a publicação da Constituição Apostólica Pastor Bonus, o beato João Paulo II transformou o secretariado em Conselho Pontifício para a promoção da unidade dos cristãos.

Este breve histórico esclarece o esforço da Igreja Católica na busca de realizar a súplica dirigida por Jesus ao Pai a respeito de todos que haveriam de crer nele por meio de seus discípulos: “Que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim, e eu em ti. Que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17,21).

Este esforço ecumênico da Igreja Católica ganhou novas motivações com a encíclica do Papa João Paulo II Ut unum sint, publicada em 25 de maio de 1995

. Neste documento, o beato João Paulo II aponta caminhos para a realização da unidade dos cristãos através, por exemplo, do ecumenismo espiritual, das ações comuns em defesa da dignidade humana, da promoção da paz, da aplicação social do Evangelho e suas consequências em relação à justiça social, do diálogo teológico entre as diferentes confissões cristãs etc.

O movimento ecumênico também se verifica em nível nacional. Neste sentido, destacamos a fundação em 1982 do CONIC – Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil –, cuja missão é: “colocar-se a serviço da unidade das igrejas, empenhando-se em acompanhar a realidade brasileira, confrontado-a com o Evangelho e as exigências do Reino de Deus”.

Apesar dos esforços já palmilhados para superar as divisões entre os cristãos, divisões estas que se tornam um grande obstáculo para o testemunho do Evangelho no mundo, o discurso do Papa Francisco, já citado, torna-se ainda mais exigente para todos os cristãos quando se afirma: “Se os cristãos ignoram o pedido de unidade que lhes fez o Senhor, eles correm o risco de ignorar o próprio Senhor e a salvação por ele oferecida a seu Corpo, a Igreja, pois ‘em nenhum outro há salvação; não existe de fato outro nome… no qual foi estabelecido para que possamos ser salvos’”.

Ao final deste discurso, Papa Francisco com muita lucidez destacou que o caminho da comunhão plena e visível entre os cristãos ainda é um desafio. Porém, o Espírito Santo, o grande protagonista da unidade entre os cristãos, nos convida a não ter medo, nos convida a avançar com confiança, a não parar nos progressos já realizados. Enfim, neste caminho de diálogo ecumênico, é imprescindível o espírito de oração humilde e insistente, de modo que os cristãos ofereçam à família humana, em todas as suas necessidades espirituais e materiais, um autêntico serviço de amor e fraternidade.

Por: Canção Nova Comunica-nos

Publicada em 19/03/2014 às 10:07:29h

Fonte: http://www.jornaldiadia.com.br/news/noticia.php?Id=20362#.UynhgPldXTo

Comentário: João Paulo II criou as condições para que as igrejas dialogassem. Bento XVI avançou pouco, era muito conservador. O papa Francisco, sempre sorridente, está atraindo tanto a liderança quanto os membros de muitas igrejas. Um novo embalo para o Ecumenismo.

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